Sobre o Grupo A

Uma vida dedicada à busca da melhor forma de ensinar e fortalecer o ser humano

São mais de seis décadas dedicadas à educação, e Neda Lian Branco Martins e João Branco Martins prosseguem na ativa. Atuando hoje no Conselho Deliberativo do Grupo A Educacional, ambos mantêm a chama acesa do início. Essa história de sucesso teve início em 1981, com a fundação do Colégio Horizontes. Atualmente, são quatro unidades – Horizontes, Liceu Santa Cruz, Aprendendo a Aprender e Concórdia. Seus 2.000 alunos são atendidos em estruturas modernas e por equipes de excelência pedagógica, com participação de parte da família Lian: dois filhos de Neda, Gabriela Lian Branco Martins e Gustavo Lian, e ainda sua neta, Anna Carolina Ferraz, dirigem três das escolas do grupo.

A família também está na área social, por meio da Associação Educacional Uirapuru -- representada por três creches, os Centros de Educação Infantil Campo Limpo IVMirá OrubePirajuçara. Nesse segmento, 900 crianças são atendidas.

O percurso de Neda Lian mostra como a busca pelo melhor sempre foi seu objetivo. Ela começou a dar aulas particulares aos 14 anos. Em três anos, estava no Jardim Escola São Paulo, de linha montessoriana; os próximos passos foram o Externato Vieira de Morais e a Escola Vera Cruz.

Pedagoga especializada em Orientação Educacional, a educadora também é formada em Letras com especialização em Linguística, e pós-graduada em Psicologia da Educação. Envolvida com a missão de ensinar, mergulhou nos conceitos de grandes educadores, como Paulo Freire, Jean Piaget e Lev Vigotsky.

Experiências como alfabetizar adultos (pedreiros, empregadas domésticas, operários) por metodologia própria, apoiada nos princípios da teoria do desenvolvimento cognitivo de Piaget, e o crescimento da Escola Experimental Morumbi a partir de uma nova dinâmica educacional, valeram o empenho. Ainda assim, ao perceber o abismo existente entre a teoria e a prática educacional no Brasil, Neda balançou. E tomou uma decisão radical: fundar o Instituto Pedagógico de Recuperação, para atender crianças com problemas de aprendizado, que tiveram ali o apoio certo, ganhando em organização e autonomia.

Foi um período criativo em que Neda também formalizou uma cartilha para professores de um Brasil sem recursos. Escreveu livros, criou cursos. Preparou professores e orientadores nos quatro cantos do país. Na selva amazônica, preparou 180 professoras leigas.

De volta, era hora de difundir entre os profissionais da área seu Teste de Prontidão Horizontes, que avalia e mensura a capacidade e o potencial da criança antes da escolaridade. E também o momento de a educadora aplicar a rica bagagem profissional em uma escola própria. E assim tudo começou.

Neda conclui: “Batalhei para alicerçar meus princípios em educação, instrumentando meus alunos para uma escolaridade autônoma e essencialmente indolor, o que ficou comprovado, durante todos esses anos, pelos resultados obtidos, por todos os alunos, no final do Ensino Fundamental e do Ensino Médio”.